Gloria Jean Watkins, escritora, professora e ativista foi uma das pensadoras mais influentes do feminismo negro. Ela adotou o pseudônimo “bell hooks” em homenagem à sua bisavó, e reforçou que deveria ser escrito em grafia minúscula. O uso de letras minúsculas não foi um detalhe estético, mas um gesto político: hooks queria que a atenção estivesse nas suas ideias e naquilo que estava escrevendo, e não em sua identidade.
Ao longo de sua carreira, ela escreveu mais de 30 livros sobre temas como raça, gênero, classe, amor e resistência. Suas obras continuam a inspirar mulheres em todo o mundo, especialmente aquelas que buscam transformar a forma como cuidam, ensinam e se relacionam.
Para Hooks, o amor e o cuidado são forças políticas
Hooks via o amor como uma ferramenta revolucionária capaz de romper o ciclo de dominação e violência que atravessa as estruturas sociais. Esse olhar conversa com o que acreditamos na UWH: a transformação começa pelo reconhecimento, pela empatia e pela escuta.
“O amor é um ato de vontade, a intenção e a ação de estender-se para nutrir o próprio crescimento espiritual ou o de outra pessoa.”
— Bell Hooks, All About Love
Vozes negras importam
Outra lição essencial que ela nos deixou é sobre a importância da voz das mulheres negras. Hooks afirmava que, durante muito tempo, essas vozes foram silenciadas e que é urgente criar espaços onde elas possam falar, ser ouvidas e liderar.
Na UWH, buscamos justamente isso: dar visibilidade e protagonismo às mulheres que transformam a saúde, a ciência e suas comunidades todos os dias.
“Não sou livre enquanto alguma mulher for prisioneira, mesmo que suas correntes sejam diferentes das minhas.”
— Audre Lorde
Bell Hooks nos lembra que a luta por equidade não é apenas sobre romper barreiras, mas sobre construir novas formas de estar juntas.
Ao celebrar o legado dela, também celebramos todas as mulheres que continuam abrindo caminhos e inspirando as próximas gerações a fazer o mesmo.