Entrar na área da saúde ainda é, para muitas mulheres jovens, uma experiência marcada por contraste.
Ao mesmo tempo em que existe curiosidade, vontade de aprender e desejo de fazer diferença, também aparecem cobranças por maturidade precoce, rigidez emocional e adaptação a ambientes pouco acolhedores.
Nesse contexto, o termo girlhood tem sido cada vez mais usado para falar sobre experiências femininas que envolvem sensibilidade, construção de identidade e pertencimento. Mas o que isso tem a ver com saúde e ciência?
Mais do que uma tendência de linguagem, discutir girlhood na saúde é falar sobre como mulheres jovens se desenvolvem profissionalmente sem precisar apagar quem são 💙
O que significa girlhood (e o que não significa)
Girlhood não é infantilização.
Também não é falta de preparo, imaturidade ou romantização da profissão.
Quando falamos em girlhood, estamos falando de experiências que envolvem curiosidade intelectual, sensibilidade ao outro, vontade de aprender em coletivo, construção da identidade profissional e troca entre mulheres em fases parecidas da vida.
Para estudantes de graduação e pós-graduação na área da saúde, essa fase é especialmente intensa.
É quando se aprende conteúdo técnico, mas também se aprende a ocupar espaços, a se posicionar, a errar e a crescer 💙
Girlhood na saúde e na ciência, na prática
Na saúde, o cuidado não é apenas um valor emocional. Ele faz parte do método.
Escuta, observação, empatia e responsabilidade são competências essenciais para quem atua com pessoas, pesquisa ou assistência.
Ainda assim, muitas mulheres aprendem cedo que demonstrar sensibilidade pode ser interpretado como fragilidade em ambientes acadêmicos e científicos. Isso cria um conflito interno. Crescer profissionalmente parece exigir endurecimento pessoal.
A ideia de girlhood na ciência propõe outro caminho.
É possível desenvolver rigor técnico sem abrir mão da humanidade.
Sentir, perguntar, trocar e aprender em grupo não diminui a qualidade do trabalho. Pelo contrário, fortalece 💙
O impacto do pertencimento no desenvolvimento profissional
O sentimento de pertencimento influencia diretamente a permanência nos cursos, o desempenho acadêmico, a confiança profissional e as escolhas de carreira.
Para mulheres jovens na saúde, especialmente durante a graduação, iniciação científica, mestrado ou doutorado, estar em ambientes onde existe troca e identificação faz diferença real.
Espaços coletivos ajudam a reduzir a sensação de solidão, compartilhar dúvidas comuns, visualizar caminhos possíveis e construir referências femininas.
Ninguém se desenvolve sozinha. Isso não é falta de mérito. É estratégia 💙
Por que falar disso com estudantes de graduação e pós
Discutir girlhood na saúde é especialmente importante durante a formação, porque é nesse momento que muitas inseguranças surgem ou se consolidam.
Quando mulheres jovens entendem que não precisam endurecer para serem levadas a sério, que podem aprender no processo e que podem se apoiar em outras mulheres, elas constroem carreiras mais sustentáveis, conscientes e alinhadas com quem são 💙
Seguir crescendo sem apagar quem se é
Girlhood na saúde e na ciência não é sobre retroceder.
É sobre avançar com mais consciência, apoio e pertencimento.
É reconhecer que crescer profissionalmente também envolve troca, rede e construção coletiva, especialmente para mulheres que estão começando a ocupar espaços historicamente desafiadores.
Buscar ambientes que valorizem isso não é fragilidade.
É visão de futuro 💙
Se isso faz sentido para você
Na UWH, defendemos esse mesmo olhar sobre formação, pertencimento e desenvolvimento de mulheres na saúde e na ciência.
Se você sente falta de espaços mais humanos, coletivos e alinhados com quem você é, o nosso processo seletivo está aberto 💙
As inscrições vão até 6 de março, clique aqui para participar.