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Mulheres na saúde: a base estrutural do sistema

Muita mulher entra na saúde.
As universidades estão cheias de mulheres. Os cursos da área da saúde são, majoritariamente, ocupados por mulheres. A saúde é da mulher.

Março, o mês da mulher, precisa falar de representatividade real. E na saúde, nós somos a representatividade.

Entrar na área da saúde é, para muitas mulheres, assumir cedo uma responsabilidade estrutural.

Sustentar plantões, equipes, pesquisa e cuidado não é exceção. É rotina. Grande parte da saúde brasileira funciona porque existe uma rede de mulheres que organiza, conecta e mantém o sistema em movimento.

É hospital. É laboratório. É assistência. É pesquisa. É saúde. É mulher.


Ciência brasileira e estrutura: a metáfora da pérola

Recentemente, a pesquisadora brasileira Tatiana Coelho de Sampaio, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, carinhosamente chamada de Diva da Polilaminina pela UWH, descreveu sua descoberta científica como um “colar de pérolas”.

Ao observar fragmentos de laminina se organizando em laboratório, identificou uma nova estrutura: a polilaminina.

Uma pérola isolada tem função.
Organizadas, as pérolas sustentam algo maior.

Essa metáfora também fala sobre nós.

Mulheres na saúde não constroem impacto de forma isolada. Construímos em rede. Construímos estrutura. Construímos continuidade.

O reconhecimento recente da ciência brasileira, o destaque e o “hype” em torno de pesquisadoras como Tatiana nos lembram de algo importante: ocupar espaço importa. Visibilidade importa. Referência importa.

Se somos base, também podemos ser símbolo.


Feminização do cuidado e liderança feminina na saúde

A maioria da força de trabalho na saúde é feminina. Isso não é apenas um dado demográfico, mas uma característica estrutural do sistema.

Historicamente, o cuidado foi associado ao feminino. Hoje, mulheres sustentam a base do cuidado em hospitais, universidades e serviços públicos. No entanto, ainda não ocupam, na mesma proporção, os espaços de decisão e liderança.

Se sustentam a saúde diariamente, também precisam influenciar seus rumos.

Fortalecer a liderança feminina na saúde é fortalecer a qualidade do sistema.


O compromisso da UWH com mulheres na saúde

Na UWH, entendemos que mulheres na saúde são mais do que presença numérica. São estrutura.

Defendemos

  • Formação sólida
  • Produção científica responsável
  • Redes qualificadas
  • Liderança consciente

Março é um convite à maturidade institucional. Reconhecer quem sustenta e criar condições para que essas mesmas mulheres liderem.

Ser mulher é potência.
Ser mulher na saúde é estrutura.
E estrutura também é poder 💙

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